domingo, 12 de junho de 2011

Meu I


Sou eu
Uma luz no breu
Conhecedor do preto e do branco
Franco ao mentir
Tecido por um amor ter sido
Nascido e morrendo a cada dia
A despeito dos carros um andador
De pele como o asfalto
As veias como fios, cabos, linhas, fibras...
Os membros, bairros de minha vida
O rosto as luzes da cidade à noite
Minha fronte é não parar
Forte, dos sonhos consorte
Porem sem nunca dormir.
Sou eu preto, pobre, poeta
Punk, Hipe, Metaleiro, Gótico
Urbano profano
A procura de um afano na morte
Sou eu.

Um comentário:

  1. Ser é necessário entre tantas desnecessidades do mundo.. Abraço!

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