quinta-feira, 22 de março de 2018

Direitos Humanos e Humanos .



Tem-se se multiplicado um discurso motivado por ignorância que vem semeando ódio entre os mais diversos círculos, que trata dos direitos Humanos.
Mas como surgiu este conjunto de normas e conceitos?
Ainda que a forma com que atualmente conhecemos os direitos humanos tenha surgido com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 1948, antes disso, princípios básicos do indivíduo já apareciam ao longo da história.
A primeira forma de declaração dos direitos humanos na história é atribuída ao Cilindro de Ciro, uma peça de argila contendo os princípios de Ciro, rei da antiga Pérsia.
Fatos históricos com a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos contribuíram para uma pré formulação da Declaração dos Direitos Humanos.
A Segunda Guerra Mundial resultou na perda de um grande número de pessoas, resultando em muitas violações a direitos individuais. Logo após o fim do conflito, formou-se a Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo declarado é trazer paz a todas as nações do mundo.
Além disso, foi criada uma comissão, liderada por Eleanor Roosevelt, com o propósito de criar um documento onde seriam escritos os direitos que toda pessoa no mundo deveria ter. Esse documento é a Declaração Universal, formada por 30 artigos que versam sobre os direitos inalienáveis que devem garantir a liberdade, a justiça e a paz mundial.
Porém o preocupante no nosso Brasil é a distorção que vem sendo feita em nome de um desespero coletivo que estamos observando nos dias atuais oriundo de uma violência mulifacetada, ou seja, se o problema social aparece então vamos mata-lo.
Ou de outro lado sua aplicação indiscriminada pode ser confundida com impunidade, isso também é um problema.
O fato é que usa-se os direitos Humanos para uma gama de intenções, menos o verdadeiro e cabal motivo, proteger o cidadão dos erros cometidos por ele mesmo.
Este tratado hoje em dia atua em diversas frentes como, Combate ao trabalho escravo, proteção da criança, tráfico de pessoas, direito pessoas idosas, deficientes LGBT, e violações em guerras.
Logo pensar e difundir chavões como: “direitos humanos para humanos direitos”, “direitos dos manos”, “bandido bom é bandido morto”, “por que vocês não visitam as famílias das vítimas?”, dentre outros é temerário e por vezes criminoso com uma infusão de valores tão caros a todos nós.
É necessário esclarecer, discutir pesquisar, mesmo que isso não seja uma prática comum a nos brasileiros antes de cuspir em anos de experiência histórica que resultaram em tão grandes valores.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Tempo, Ariadne e Legião Urbana

Prouramos o Fio de Ariadne, a resolução de um problema que nós move de um lugar ao outro sem que saibamos que movemos mais que nossa consciência.

A lenda de Ariadne é o termo usado para descrever a resolução de um problema por meio do óbvio e do lógico. Essa fórmula que usamos muitas vezes anonimamente me veio quando percebi minha impotência perante a altivez do tempo.


Vejo o tempo como a fé, algo que acredito existir, mas não consigo tocar ou tatear, sim quando penso no tempo esqueço meus cabelos brancos, as primeiras rugas, calos ou objetos datados, são nas memórias voláteis que vão e vem que sinto o pisar dos anos na fértil areia de meus pensamentos.


Lá é que sons ganham formas e andam, os aromas falam, e as imagens abraça-me, de forma que pauso o viver corrido e pouco reflexivo, para lembrar e repetir sensações.


Por exemplo. Ao passear pela Praça Zeca Netto em uma ensolarada tarde de domingo, flagrei um grupo jovem tocando violão sob a cumplice sobra das árvores, além da raridade da união em tempos de smartphones, o que me chamou a atenção que o grupo era religioso, e que a música que tocavam a tempos atrás jamais seria permitida em tal grupo, pois era marginal e contestadora de mais Era uma música da Legião Urbana. Quem a mudou? Quem a transportou das margens de um Rock ousado para o centro de um grupo ancorado em tradições que a rejeitavam antes? Em minha humilde tentativa de resolver a questão respondo. Nossa lida com o Tempo.


Ora os valores de nossa sociedade continuam existindo, mas o que fazemos com eles é que muda, não foi o tempo que mudou, mas sim nós, o tempo independe de nossas atitudes, preocupações ou ações. Por pior ou melhor que seja a música continua falando a mesmas coisas as tradições também, o que muda é a luz que damos para estes vestígios que deixamos para outras gerações.


O de baixo sobe e de cima desce sem que possamos ficar nesta terra para testemunhar, por isso escrevemos, pintamos registramos, fotografamos, como se o tempo fosse um inimigo a ser abatido, então o desfiamos com estes artifícios tão catárticos.


Porém vejo o tempo com balsamo para as feridas de nossos erros, sejam individuais ou coletivos, pense em uma reconciliação, nos avanços da ciência e da medicina, se pensarmos que a poucos anos pessoas morriam por doenças hoje ridículas saberemos ver o tempo como aliado, e não como algoz.


Conhecendo o mito de Ariadne onde seu fio conduziu seu amado Teseu por um labirinto é possível entender que nossas escolhas é que qualificam nosso tempo e o que fazemos com ele, mas renega-lo a ponto de a surpresa ser o aríete de uma crise existencial não é o melhor.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Escolha


Escolheu encher-se de paixão, 
hoje tem o bolso vazio.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Brilhe (para Sebastião)








Filho do meu sangue espalhado
Que não desfaleça teu olhar brilhante
Lamente as horas perdidas em sono acordado
Pois o mundo é mudo aos que não gritam
Veja a noite com olhar dos épicos
Na minha senilidade repousa tua lanterna eterna
Mas me perdoe a falta de foco.

Que não desfaleça teu olhar brilhante
Visões são a herança que te oferto
Se me negares morro no deserto
Refugue a cor que se esvai
Lembre das palavras do vento
E do semblante de teu pai
Para que teu caminho não seja um lamento.

Que não desfaleça teu olhar brilhante
Toque as pedras e as flores e conheça deus
Não Cristo, Oxalá, Buda, Jeová ou Zeus
Mas aquele que por anônimo se engrandece.
Estude além das letras que se embaralham
E jogue a cartada da relevância.
Ser impar vale mais que teu nome
E toque o céu sem dor ou ânsia
Escreve tuas iniciais na terra
E use o carvão de teus erros.

Que não desfaleça teu olhar brilhante
Esmalte a verdade e a venda como rocha
Tema as maquinas que servem os homens
Não os homens.
Que não desfaleça teu olhar brilhante
Lamente as horas de sono acordado
Não tenha sonhos ancorados

Seja pequeno mesmo que gigante.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico religiosos e banditismo.

     A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira.
     Para deslumbrar meu futuro compreendi que tinha que olhar para o passado, tanto para não repetir erros quanto para saber quem sou.
     Nisto vejo meu Brasil como a nação do eco. Tudo aqui ecoa e chega com um deley temporal que fere ou aliena, se posso ver esta distinção creio não ser um alienado.
    Entre o oficial e o verdadeiro me equilibro para testemunhar minha própria história, o oficial veremos nos livros didáticos nos anos que se seguirão e a verdadeira, fede, afronta, e denigre os valore mais alvos que uma nação pode ter.
     Verdadeiramente os crimes cometidos neste solo não cabem em malas e não calam a verve gritante do absurdo, uma violência.
      Verdadeiramente procrastinamos nossa reação em nome da permanência em nossos sofás, confortando nossas interrogações sem saber que seviciamos nosso censo crítico delegando para outros  nossa reação.
      A Vox Populi é difusa por consequência confusa, quem nos representa explora parasitamente este equívoco, violentando-nos. Nesta turba demente anulamos nossa visão à nossa política calhorda e criminosa, tapamos a percepção ao nosso judiciário cifrado, ao nosso consumismo messiânico e adicto, velamos nosso racismo cômodo, e palpitamos nesciamente em nosso ensino ferido.
     Se disser quem minha rusga amarga e histórica começou ao escutar uma música que foi lançada em 1981 e que tocava no meu radinho de pilha lá nos anos 90 poucos acreditariam. Este estalo da memória me lembra que revoluções sempre debandaram a normalidade e relegaram violentos ao patamar de heróis.
      Estamos atrasados no que se refere a valores básicos de auto estima, de identidade, quem sabe sua força não se auto sabota, nisto sou menos grego, menos Platão, Aristóteles e mais Maquiavel, penso em uma estado possível que fuja das estatísticas como tanto falou Milton Santos e foque em nosso povo.
      Por fim não me atrasarei em dizer que quem entende de educação e ensino são estes profetas do futuro, os bons professores e em nome deles que peço escusas ao futuro, aos alunos, por ter entregue a eles este Brasil tosco e horrendo, onde semianalfabetos nos violentam em nome da política.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Jura de amor

Até o fim do mundo?
Até o mundo acabar.
 
Arte de  Käthe Butcher

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dissabor

Mascava,mascava, mascava um chiclete . Sabor: Sua vida.