sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dissabor

Mascava,mascava, mascava um chiclete . Sabor: Sua vida.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lágrima cadente




Na lágrima o sabor do dissabor
E passa a noite a cair
Neste chão árido
Que essa união passou a refletir.
Sorrisos falam de um tempo ido.
Mas a lágrima não cai
Escorrega pelo ouro
Símbolo do que devia ser
Circula periférico por minha alma cansada
Que espera na estação
A solução que se atrasa.
Nosso nome neste círculo que
Eu estivador mantenho.
A lágrima me avisa
_ Vou cair!
Tu abdica de decisões
Eu te espero
Me desespero
A união agora é  Nero
Questionando a loucura
E queimando um futuro.
A lágrima se pendura na interrogação
Gota calção
De minha liberdade alugada
 a esta hospedagem adicta.
Na mão esquerda a lágrima não cairá
Acordaria o que em meu dedo dorme
Mas que ronca em mim dolorosamente.
Deveria desafiar a física e subir
Alçar voo esquecer esta residência baldia
Este futuro de estio sexual
Este logradouro de palavras não ditas.
Que voe lágrima, mesmo que só
Sem juras ou sacramento
Fuja deste casamento
Rumo a secessão ou firmamento
Voe

Voe

domingo, 8 de janeiro de 2017


domingo, 13 de novembro de 2016

O silêncio não erra




Aliança gélida de concreto
Desarmado o amado,
 É contemplação
O silêncio transforma amor em resistência
 E olhares em provas de clemência.
Sem palavras muito se diz,
Mas a televisão é que tem razão
Na busca o sonho é uma vazão
E a realidade um quis.
Quis amar...
Quis sexo...
Quis beijar...
Suspiros são discursos mudos,
 Sem apontar ou armar, mas Belicosos .
A procura do indulto o adulto
Vira criança de espada e escudo
A um passo do fim.
Um passado apaixonado, nu, carmim.
É gabarito de medidas esvoaçantes
E nada mede esta tristeza
E a secessão do amor é redondeza
No dedo a jura queima
E partir é uma teima
Mais um dia
Mais uma hora
Mais um segundo
Depois falamos...

Já que o silêncio não erra

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A partida

Arte de Marion Fayolle

Que se aparte amanhã
Hoje a lágrima grita
Pois foi a gota que
Fez dilúvio
Amanhã alívio
Seria um só ou dois?
Perguntas de agora
Respostas de vidro acrílico
A cama engrenagem faltosa
Não é cessar fogo
Colorida é a palavra belicosa
Negro o não falar
Amanhã de afinados
Ficará finados os ponteiros


sábado, 3 de setembro de 2016

Estrada


sábado, 30 de julho de 2016

Entre deuses e juízes.




Era uma vez uma terra chamada Prasil, lugar onde o bom povo adveio de muitos ancestrais, miscigenando-os. Lá tudo se plantando da e esta abundância fez crescer também os espertos de plantão. Para combater tal praga que corroía o povo e entristecia seu semblante, criou-se os superiores, e divinos Juízes.

Dizem que este papo não era bem assim, deviam apenas fazer cumprir as regras, mas com o tempo seus poderes contaminaram seus juízos e de porta-vozes de regras e leis passaram a condenadores lentos e confusos. Os do norte liam de ponta cabeça o que os do sul escreviam de lado. Outros do juramento se esqueciam e se achavam extraterrestres, acima da estratosfera e das leis que lidavam.

Dizem que seu sangue era psicodélico multicolorido, mas suas roupas eram pretas como a morte, pois assim a ela se assemelhavam, ou seja, lentos progressivos e fatais.

De Tv e mídia adoravam, pois só julgavam com destreza casos de vulto, que envolviam pessoas públicas, já o caso dos proletários, a gaveta era sua cova.

  Raffaello Sanzio The Judgment of Solomon

Em seus devaneios criaram até uma língua nova, chio de fru frus e palavras malucas, seus críticos diziam que era uma escrita proposital para separar os mortais de sua sapiência dos reles mortais.

Envoltos em papeis mil, a todos julgavam e em seus cursos de formação os noviços e possíveis juízes, chamados advogados, aprendem no primeiro dia de aula a se verem com a nata de uma sociedade bronca.

Reza lenda que em uma cidade do Sul chamada Camapuã um grupo de bombeiros acionou seu empregador nesta justiça, reclamando o certo, um destes heróis do fogo, para o além já partiu na espera da decisão de um tal juiz chamado Luiz Tatávio Brega Chuchu.

E como esta muitas outras lendas aconteciam, desafiando o tempo.

Por fim, o povo sofrido esperava cifras e heróis para um final feliz poder escrever.











Arte: Raffaello Sanzio The Judgment of Solomon