terça-feira, 29 de novembro de 2011

Caminho


A folha que me acompanhava.........
Ventania.

Eu caminho








Poema encontrado no Livro Eclipses & Elipses, para adquirir entre em contato alceuomouro@hotmail.com

domingo, 13 de novembro de 2011

Face


Face a Face com meu Face,
Vejo a faceta desta solidão.

domingo, 30 de outubro de 2011

Compulsografia



Mais uma, mais uma,
Noite
Mais,
Mais,
Só,
Só,
Umamais mais mais misaisaismsima
Ah!
Mais
Mais, mais
Madrugada
Mais,
Só uma,
Só,
Eu......

Smaisaimais
Manhã
Mais mais maismais mais mias
Uma
Uma
Uma
Uma
Uma só uma,
Tarde
Noite madrugadamnhãtrademanhãmadrugadatarde
É tarde
É tarde
Mais uma
Mio...
Mais uma

Arte por Alceu Amaral da Silva

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em torpe cido



Tomo
Minha vida em outro tomo
 Lexotan
Para aumentar o léxico com as estrelas
Bromazepam
Para lembrar Pan.
Nu e cru
Uma fumaça.
Um acampamento entre código de barras,datas,horários...
Chazinho
Ahhahaahahaahah!!
Fugi, tomei
Estriquininamaracuginanavaginadavida
Nasci aqui, quando acordei
Meu sexo lexotam
Renascia em cada poro, cada lascívia, viva volumosa
Acende meu paganismo ereto
Torpe tomo para acordar
Amanhecendo por sobre mim
Em torpe cido


Arte disponível em  http://www.christopherleedonovan.com/

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Monstro analfabeto


Ao chegar à sala viu ao fundo o local onde deveria ir, o moço com jeito de doutor lhe explicou onde era direitinho, mesmo que desconfiado, sabe como é gente da cidade às vezes pode passar a perna né. Tudo era grande um salão enorme com umas pessoas com cara de réu sentadas, pareciam que em seus rostos estava escrito, ESPERANDO, e duas meninas recém saída das fraudas na frente da mesa.
_ É aqui para tira a carteira de identidade?
_Sim senhor pode se sentar ai.
_ A que bom né sabe to meio cansado, tive um monte de volta aqui na cidade hoje, né,passei na loja do Reinaldo para pegar um Glifosato, eu gosto de ir na loja dele sabe, e se eu não tivesse me perdido logo demanhasinha, já tava até de volta num sabe.
_ O senhor já sabe o que precisa para fazer a identidade, é segunda via não é?
_Sim é
_Então tem a certidão e o comprovante de pagamento no banco do estado?
_Comprovante i, nossa isso eu tinha esquecido.
_ É o senhor vai ter de ir lá antes que feche pagar e depois me trazer o comprovante aqui entendeu?
_A ta.
_ O senhor me entendeu? Tem que trazer aqui para mim ok?!
Saiu lentamente da repartição apalpando os bolsos como se procurando algo.
Mais uma vez teve que perguntar onde ficava o banco do estado, depois da segunda explicação sentiu como se alguém o estivesse perseguindo.
_Mas ai que enconsto! Resmungou entre os dentes que eram raros
_ Já se tardando no banco, via as pessoas todas cheirosas atendendo o telefone celular,mas nunca ouvia o telefone chamando, o dele gostava bem alto pra todo mundo ouvir, acha uma graça quando o telefone tocava.
Pensava que não deveria ter perdido a carteira.
_ Os documento de um homem são importante.
Outra vez sentia aquele vulto, incomodado olhava para os lados repetidamente e na via de concreto.
De volta ao setor das carteiras, esperava a menina perto de um faixa minúscula de sol da tarde já avançada e pensava que ela tinha idade de ser sua filha.
Então limpando a blusa como se tirasse migalhas à menina o chamou._ Seu Eustáquio.
Muito bem o senhor sente aqui para eu tirar a foto.
_ A tu já vai tirar a chapa agora?
_ Chapa? Ah! Sim senhor.
_Pode se sentar agora aqui na minha frente, o senhor assine aqui.
De repente o que ele via com vulto se revelava, aquela mancha negra disforme vinha chegando invadindo em forma de um polegar enorme, tomava conta da sala, derrubava cadeiras e mesas, arrancava divisórias, manchando tudo ao redor de um borrão preto, sujo, uma tinta onipresente em todos os sentidos olfato, tato, tudo
As valetas disformes saltavam aos olhos lembrando um labirinto. Pingando a tinta pelas extremidades de cada risco interrompido, então começava outro sem um fim ou um começo em forma ovalar e circular
Escurecendo a sala nada mais se via somente aquele dedo enorme, vasto.
Ainda surpresa a menina deixou cair a caneta
E Eustáquio pegou do bolso do paletó um saquinho de fumo e um livreto de papel e começou a fazer o ritual de preparar o cigarro tipo palheiro, mesmo que tremendo ao extremo , a ponto  de derrubar quase todo o fumo  entre os dedos frios no chinelo e o chão.
A marca dedal rebolava grafitando, imundiciando as paredes e se fazendo perceber como que se mostrando.
Então voltou uns centímetros para trás e começou com um ímpeto a amassar os escritórios ao redor que eram separados por finas divisórias, logo tudo estava marcado, tudo era uma digital, tudo.
Satisfeito o grande dedo borrado voltou-se aos dois estupefatos e ali plantou-se parada, estaqueada.
Entre um engasgo e outro o surpreso homem calejado respondeu a menina:
Eu não sei escrever minha filha.



domingo, 28 de agosto de 2011

Ardor


Deveria gritar que não te amo
À revelia me inflamo neste ardor de amor




Um sensual gótico ou um "horror elegante", assim podem ser descritas as obras de Jason Bean, que faz criativas ilustrações e também utiliza técnicas de computador.
Atualmente, Bean mora e trabalha em Montana, e suas imagens já apareceram em diversas publicações nos Estados Unidos

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Contrato



Uma ausência envolta na demência
A figura que se rasteja
Flameja a lama vilã
Em minha carne a traição
_Não posso da felicidade ser herdeiro
Selei no momento derradeiro meu destino
Sem tino não vi além
 Sofro este amor perder.
Um contrato assinado com o padecer
Me impede da vida viver

Que bela cor os olhos as ruas iluminavam
Tardes que ruminavam sem fim
Pelos parques, logradouros
Que vida que louros!

Celulares TVs, DVDs, prédios, andares
A cidade como testemunha
Lindeira de uma vida nova
Fadada ao longo fado

_Te menti
Meu amor
Sou credor da dor
E devedor na mesma quantia
Que valia a vida vadia
De quem por amor se engana?
Afana com liberdades
 E descobre cruéis vaidades

Entregue, não me solto
Não creio .
A alma não tem recreio
Sedenta de rancor viciada em solidão
Vaga por galerias, coletivos
Refém de pensamentos cativos
Vaga
Vaga
Não indaga, somente ruma ao abismo
Atira-se do viaduto
Sem salvo conduto

Vaticínio com sangue tatuado
Morrer sozinho me coube no inventário da vida
Dolente, te abandono fujo.

Quem por mandiga me enganou?
Pergunte.
Respondo
Em uma esquina repleta
Mostrou a figura completa
Ladina criatura decrepta
Endosei ao acreditar
A tua traição montou
Como foto verdadeira

Ciúmes, meu algoz feroz
Carrasco sem voz
Que prato de arroz e sangue
Afogado na foz da desconfiança,
Não vi as margens de tua segurança
Adeus meu amor
Adeus

Arte 1 Joseph Apoux foi um artista francês criou vários desenhos bizarros, cheios de erotismo e que ao mesmo tempo agregam um estilo sombrio.
Muitas de suas figuras são em preto e branco, tanto que ele até participou da l'Exposition internationale du Blanc et Noir (Exposição internacional de preto e branco) em 1886.

Arte 2 Dave Mckean é um desenhista de quadrinhos britânico, mais conhecido por ter feito ilustrações de Neil Gainam em Sandman e Coraline.
Ele também já fez capas de CDs para bandas como Alice Cooper, My Dying Bride, Paradise Lost, Testament, Suicide Silence , entre outras.
Seus trabalhos reúnem fotografia, pintura, colagem, arte digital, enfim, uma mistura de imagens que resultam em algo surpreendente, algumas que até parecem terem sido tiradas de nosso subconsciente...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cinza





Cinza
Cinza
Cinza
Cinza
Cinza
Cinza


Baliza da vida
Cinza
Cinz
Ranzinza Eu
Cin
apogeu do breu
Ci
si...
C
.
Cinza
Cinza
Cinza
Cinza
Cinza
Cinza

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gritos de Latréaumont


Em sua embriagues codinoturna e vampiresca  estava Latréaumont, a desler,   quando em altos brados vociferou:

"Espanca A bela flor,
Espanca
Espanca.
Panca
Punk Espanca
A Florbela espanca
Espanca Viçosa  flor
Espunka
Espanka
Ela não sentirá Mal e dor
Oh Maldoror !
Espanca
Espanka
Que já não diga palavra."




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Morte ban@l Em Rede Social !



No sono byte de periférica nudez
sou só Slot’s mídia queimada em um céu
De Vultos em Lacaias Cópulas Digitais
A monocor do despiste
Enganando a dor, o frio, o sol
Tiro a veia, coloco na SATA
Pois já não acredito em santa
Na terra me importa o Tera
A fonte me esquent@
E seca a lágrima que lamenta
Maneta atmosfera
Rígido disco afiado que me corta
RAM RAMRAMRAMRAMRAMRAMRAM RAM
 “ @@300m7&&,__}j-¨¨#== .§@@@
Mouse,  o prazer que me cause
Me caso com  LED
Moderno modem que fala
Sem fio esbarro agora ao acordar
Navalha que ganha, se assanha sem senha
Digital morte nos cabos com sorte
Enforco-me, tiro foto
Morte ban@l Em Rede Social !
Atualização fetal de dor anal
Manipulação sanguínea em mp3
AVI que não vi sangrar
Em 1 piscar baixei novo aplicativo
Para minha pele pálida, mas polida de metal e plástico
*9.,::+§@@@””losa´--__]moiq38;;..-&7!-,.%
Último processamento
De volta ao Boot
Esc
Esc
Esc



Arte de :  Kazuhiko Nakamura nasceu em Hyogo, no Japão, em 1961  nome artístico: Alcaman, possui o site “Mechanical Mirage” onde ele expõe suas artes. Tem como fonte de inspiração o surrealismo e o estilo cyberpunk da arte. Além disso, tem uma atração por desenhos do século XIX como máquinas e armaduras entre outras coisas que o período tem como motivo.
 
Kazuhiro ganha a vida como designer em Tóquio durante muitos anos. Aprendeu sozinho a arte digital em 3D desde 1996. Muito do seu tempo livre era dedicado ao estudo e à criação dessas obras. Em 2004, sua arte foi destaque em sites de arte principais CG. Um crítico comentou:
"a arte Kazuhiko Nakamura é um híbrido surreal de homem e máquina, um casamento difícil de metal e carne."

terça-feira, 21 de junho de 2011

Simples


O simples abandonou-nos
Empedrando a verdade
Velha ventania
Separatista litania
Em nós
Fez nó
Mazela em vilania
Dividiu
Quem éramos, um


domingo, 12 de junho de 2011

Meu I


Sou eu
Uma luz no breu
Conhecedor do preto e do branco
Franco ao mentir
Tecido por um amor ter sido
Nascido e morrendo a cada dia
A despeito dos carros um andador
De pele como o asfalto
As veias como fios, cabos, linhas, fibras...
Os membros, bairros de minha vida
O rosto as luzes da cidade à noite
Minha fronte é não parar
Forte, dos sonhos consorte
Porem sem nunca dormir.
Sou eu preto, pobre, poeta
Punk, Hipe, Metaleiro, Gótico
Urbano profano
A procura de um afano na morte
Sou eu.

sábado, 28 de maio de 2011

Deus Metal


Vou falar a verdade
Meu coração é negro Dark
Não obstante minhas entranhas
Me são estranhas
Não conheço meu Xangô Hardcore
Não conheço minha Iançã Riot Girls
Desconheço o Olorum Doom
Iorubá Stoner
Meu catinbó Heavy Metal
Quero conhecer
Quero ver a
Macumba Trash Punk Gore
Porque sou dos de preto
Sou Exu Black Metal
Sou Oxóssi Folk Epic
Porque Olorum é Rock em Roll

Poema recitado ou vociferado na 6ª Edição do Festival Rock &Poesia.
Fotos da cena metalica na República do Botswana, Africa. Disponível em http://www.viceland.com/blogs/pt/tag/metal/

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Aba caido

     O terreno escolhido era bom, os termos com o proprietário também, parecia que seria uma grande temporada naquela cidade mediana, mas sedenta todos sabiam, era um público muito carinhoso.
    As primeiras providências, banheiros, água, luz, tudo dividido em equipes não organizadas, mas já decoradas cada qual sabe o que tem de fazer, é assim a vida do circo.
    Mas muitas mãos davam atenção para o mastro principal, carregado com sincronia os homens lhe apelidavam de pai.
    Este momento silencioso planejado mostrava na face de cada um o momento de paz ou de preocupação um holofote cegante e radiante ou âmbar de meia fase.
     Uma euforia contida que despistava o olhar para a obviedade da vida ou do dia a dia, a autorização da prefeitura já chegou, isso já é meio caminho andado, todos querem estrear na sexta, isso é um pé de coelho.
    Um dedo apontado demarca imaginariamente arquibancadas, entrada, bilheteria, brindes, uma mão calejada levemente cortada desenreda cordas e cabos, tudo em um canto, agulhas, martelos, pregos, estaca, e o mastro à espera sereno, porem importante.
    O carro de som já vai sair para circular pela cidade divulgando a chegada e a estreia. Alegria o circo vem ai!
    Risadas desencaixotam-se nos trailers são as mulheres que se multiplicam em descascar lavar cozer e coser, sempre acompanhado de uma sonata de choro infantil.
   Uma máquina de carne e ossos faz a pintura viva, que se move entre a forquilha de madeira amarrada com arame e a tentativa de colocar a corda no pico do mastro para puxá-lo depois. Ruídos, suores e arfares, aprumar é agora o objetivo.
   Lá esta ele, o Mastro altivo, tudo ou nada. O início, todos a sua volta param e voltam sua atenção sem sentir resquício de cansaço.
    Abaixo dele tudo virá, a primeira lona já estava a postos,  grossa para evitar o barro e os cabos a lona de apresentação, as cortinas tudo, tudo vem depois  a mercê da proteção mirante do principal.
    A periferia do circo já tomava forma e os olhares transeuntes na rua se alvorotavam. O circo voltou!
    Mas ríspido e inclemete nuvens negras implantavam uma maciça marcha rumo à cidade a região estava de alerta para a forte chuva.
    O Mastro já estava firme e garantido, tudo tomava forma. E o temporal também.
    Sexta, dia programado para a estréia, a chuva também queria show e entrou nos planos da trupe, quem vive disto tem na chuva um revés controlado e no vento um inimigo declarado, a combinação das duas é o caos o alerta vermelho.
     A ventania começava a lamber as árvores que no fundo do terreno, antenas pendiam, alguns na rua corriam, fios de postes se tocavam gerando faíscas, galhos inteiros criaram asas, e a chuva começava a lavar as ruas, rios de veloz correnteza eram os frequentadores das calçadas. Agora dentro do picadeiro mais que goteiras fios de água que aumentavam o alagamento embaixo da grande lona montada no dia seguinte, as tiras trabalhavam muito neste momento e começaram a ceder e rasgar alguém colocou a mão na  cabeça, outros corriam,  uma criança chorava com um travesseirinho na mão.
    As hastes então forçadas pelo convencimento do vendaval já não seguravam a lona que pendia e balançava aquele universo colorido que se entristecia com o medo de algo sem nome.
   A lona agora rasgava a sinfonia executada pela a ventania com movimentos fortes, o peso dela se multiplicava balançando tudo e todos.
    O Mastro principal! Mudos todos correram para segurar, pois ele se movia, num balanço lento.
   Trovões competiam com agora surpreendentes gritos nada mais importava o mastro tinha que ficar de pé manter o que se tinha ele era o cerne, o vento não parava, molhados todos eram um só, mãos, cabos, cordas, um esforço para manter o Mastro o principal que com sua retidão sustentava a casa
    Então o choro se justificou, a perna bamba se fez comum, a retidão a probidade de uma importância se foi, quebrou.
   A lona caída gritava alto em meio ao mundéu de água e lagrimas misturadas em uma coisa só
    Não há mais Mastro, não tem estréia, o principal se foi, o pai quebrou, seus desamparados continuam mudos.