domingo, 13 de novembro de 2016

O silêncio não erra




Aliança gélida de concreto
Desarmado o amado,
 É contemplação
O silêncio transforma amor em resistência
 E olhares em provas de clemência.
Sem palavras muito se diz,
Mas a televisão é que tem razão
Na busca o sonho é uma vazão
E a realidade um quis.
Quis amar...
Quis sexo...
Quis beijar...
Suspiros são discursos mudos,
 Sem apontar ou armar, mas Belicosos .
A procura do indulto o adulto
Vira criança de espada e escudo
A um passo do fim.
Um passado apaixonado, nu, carmim.
É gabarito de medidas esvoaçantes
E nada mede esta tristeza
E a secessão do amor é redondeza
No dedo a jura queima
E partir é uma teima
Mais um dia
Mais uma hora
Mais um segundo
Depois falamos...

Já que o silêncio não erra

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